Um estudo do ICs, divulgado com exclusividade pelo Exame , revela que a economia azul global já movimenta US$ 2,6 trilhões por ano, mas o Brasil ainda engatinha nesse setor. O relatório defende que o país trate os oceanos como um ativo estratégico para impulsionar energia, infraestrutura e a transição climática.
Apesar de possuir uma das maiores zonas econômicas exclusivas do mundo, o Brasil ocupa posição modesta na exploração sustentável de recursos marinhos. O ICs argumenta que é preciso avançar em políticas públicas e investimentos para aproveitar o potencial da chamada economia azul, que inclui energia eólica offshore, biotecnologia marinha e turismo costeiro.
Em declaração ao Exame, a diretora executiva do ICs afirmou que "os oceanos são mais importantes que as florestas para a descarbonização", destacando o papel crucial dos mares no sequestro de carbono e na regulação climática. O estudo serve como alerta para que o Brasil não perca a oportunidade de liderar esse mercado bilionário.