As vendas no varejo brasileiro apresentaram resultado surpreendente em março, superando as projeções do mercado. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de vendas avançou 0,8% em relação a fevereiro, na série com ajuste sazonal, e 3,5% na comparação com março de 2023. O dado positivo, porém, esconde uma composição que recomenda cautela, aponta análise do Investing.com Brasil .

O desempenho foi puxado por setores específicos, como hipermercados e supermercados, que registraram alta de 1,2% no mês. Já segmentos como vestuário e material de construção apresentaram queda, indicando que o consumo ainda não se recuperou de forma homogênea. Economistas destacam que a inflação ainda pressiona o poder de compra das famílias, e o endividamento elevado limita o crescimento das vendas em categorias discricionárias.

Para os próximos meses, a expectativa é de que o varejo continue crescendo em ritmo moderado, com riscos de desaceleração caso o mercado de trabalho não mostre sinais de melhora. A avaliação do Investing.com Brasil reforça que, apesar do dado positivo, é preciso monitorar a evolução da renda e do crédito para confirmar uma tendência sustentável de recuperação.