A persistência da inflação no Brasil mantém o foco dos investidores em ativos atrelados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Segundo análise da XP, o cenário inflacionário segue disseminado, o que reforça a busca por proteção real na carteira. Títulos como o Tesouro IPCA+ e debêntures indexadas são exemplos de instrumentos que oferecem rentabilidade acima da inflação.

Os investimentos atrelados ao IPCA funcionam com uma taxa de juro real prefixada somada à variação do índice. No Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ paga semestralmente os juros e corrige o principal pelo IPCA, garantindo ganho real. Já as debêntures indexadas ao IPCA costumam ter prazos mais longos e riscos de crédito associados ao emissor.

Especialistas recomendam que a alocação em ativos IPCA seja feita de acordo com o perfil de risco e o horizonte de investimento. Enquanto os títulos públicos têm baixo risco de crédito, as debêntures exigem análise mais criteriosa. Em um cenário de inflação elevada por mais tempo, a diversificação com papéis indexados pode ajudar a preservar o poder de compra.