A crescente demanda por energia para sustentar data centers de inteligência artificial, aliada à pressão climática global, está reavivando o debate sobre a energia nuclear no Brasil. Em artigo publicado pela Exame , especialistas argumentam que o país precisa discutir seu programa nuclear de forma madura, sem tratá-lo como tabu ou como solução única para os desafios energéticos.
O consumo energético dos data centers tem crescido exponencialmente com a expansão da IA, exigindo fontes de energia firme e de baixo carbono. Nesse contexto, a energia nuclear surge como uma alternativa capaz de fornecer eletricidade constante, sem emissões de gases de efeito estufa, o que poderia ajudar o Brasil a cumprir metas climáticas sem depender exclusivamente de hidrelétricas ou fontes intermitentes como solar e eólica.
No entanto, o debate esbarra em desafios históricos, como custos elevados, questões de segurança e gestão de resíduos. O artigo sugere que o Brasil precisa de uma discussão técnica e transparente, que avalie os prós e contras da nuclear sem preconceitos, mas também sem ilusões. A tecnologia de reatores modulares pequenos (SMRs) é citada como uma possível via para viabilizar novos projetos no país.