O varejo brasileiro fechou o primeiro trimestre com volume recorde de vendas, segundo dados divulgados pelo O Globo . O resultado, no entanto, reacendeu um velho paradoxo do setor: vender mais nem sempre significa crescer de forma sustentável. Apesar do aumento no número de transações, as margens continuam apertadas, pressionadas por custos operacionais elevados e pela concorrência acirrada.
Especialistas apontam que o fenômeno está ligado a estratégias de precificação agressivas e ao aumento da inadimplência das famílias. Muitas redes optaram por promoções e descontos para atrair consumidores, o que elevou o volume, mas corroeu a rentabilidade. O cenário também reflete a recuperação da demanda pós-pandemia, ainda que em um ambiente de juros altos e endividamento.
Para analistas do setor, o desafio agora é equilibrar volume e margem, apostando em eficiência operacional e inovação na experiência do cliente. O recorde de vendas é visto como sinal de resiliência do consumo, mas o paradoxo exposto reforça a necessidade de estratégias mais sofisticadas para transformar faturamento em lucro real.