O código de barras, composto por linhas pretas de espessuras variadas, é uma tecnologia onipresente no varejo e na logística, mas seu funcionamento e evolução são frequentemente subestimados. Um artigo publicado pela Deutsche Welle destaca como esse sistema simples, inventado na década de 1970, transformou cadeias de suprimentos ao permitir a identificação rápida de produtos. Cada combinação de barras representa um número único, lido por scanners ópticos, que aciona processos como precificação e controle de estoque em segundos.

A evolução dos códigos de barras inclui a transição dos formatos lineares (1D) para os bidimensionais (2D), como os QR Codes, que armazenam muito mais dados. Enquanto os códigos tradicionais exigem um banco de dados central para associar o número ao produto, os 2D podem conter informações diretamente, como lotes, validade e até links para páginas web. Essa inovação, alinhada ao padrão GS1 Digital Link, promete maior rastreabilidade e interatividade no ponto de venda.

No Brasil, a adoção de padrões internacionais como os GTINs (Global Trade Item Numbers) é coordenada pela GS1 Brasil, que atribui prefixos como 789 aos produtos nacionais. A reportagem ressalta que, apesar de parecerem simples, as linhas pretas representam uma infraestrutura tecnológica global, essencial para o comércio eletrônico, a logística reversa e a automação de supermercados. O artigo conclui que o código de barras continua evoluindo, mantendo-se relevante em um mundo cada vez mais digital.