De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas no varejo do Brasil registraram um novo recorde em fevereiro, mas o resultado ficou aquém das projeções dos analistas. O índice avançou 0,8% em relação a janeiro, superando o pico anterior, mas abaixo do consenso de 1,2% esperado pelo mercado.
O desempenho foi puxado por setores como hipermercados e supermercados, que tiveram alta de 1,2% no mês, e por equipamentos de informática e comunicação, com crescimento de 2,5%. Por outro lado, segmentos como tecidos, vestuário e calçados registraram queda de 0,9%, indicando uma recuperação desigual entre os diferentes ramos do varejo.
Apesar do recorde, o resultado reforça a percepção de que o consumo das famílias ainda enfrenta desafios, como juros elevados e endividamento. Economistas consultados pelo UOL Notícias avaliam que o ritmo de crescimento pode perder força nos próximos meses, especialmente com a manutenção da taxa Selic em patamar restritivo.