Um número crescente de companhias brasileiras, que vão desde o agronegócio até startups de tecnologia, está migrando para o chamado 'dólar digital' – stablecoins lastreadas na moeda americana – como forma de reduzir os custos com câmbio e se proteger da oscilação do real. De acordo com reportagem do InfoMoney , a tendência ganha força à medida que plataformas de criptomoedas e soluções de pagamento facilitam a conversão direta entre reais e stablecoins, eliminando intermediários tradicionais.
Executivos do setor explicam que o uso de stablecoins como USDC e USDT permite liquidações mais rápidas e com taxas inferiores às cobradas por bancos e corretoras no mercado de câmbio convencional. Para empresas que importam insumos ou exportam commodities, a economia pode chegar a 3% do valor transacionado, um ganho relevante em um cenário de margens apertadas.
A adoção, no entanto, ainda enfrenta barreiras regulatórias e de conformidade, já que o Banco Central não reconhece formalmente as stablecoins como instrumento cambial. Enquanto isso, empresas de tecnologia apostam em carteiras digitais e integrações com exchanges para escalar a solução, enquanto o agro testa o modelo em operações piloto de pagamento a fornecedores no exterior.