O documentário 'Dark horse', que aborda a trajetória política e pessoal de Jair Bolsonaro, tem gerado controvérsia por deixar diversas perguntas sem resposta. A produção, que chegou recentemente às plataformas de streaming, promete um olhar aprofundado sobre a vida do ex-presidente, mas críticos apontam omissões e lacunas em momentos-chave de sua carreira. Matéria publicada pelo InfoMoney destaca os principais pontos nebulosos levantados por analistas e jornalistas.
Entre as questões não respondidas estão a origem de recursos para campanhas eleitorais, o papel de familiares em negociações políticas e a relação com setores militares durante o governo. O documentário também evita aprofundar episódios como a crise do orçamento secreto e as declarações polêmicas do presidente durante a pandemia de covid-19. Para especialistas ouvidos pelo InfoMoney, a obra funciona mais como um retrato parcial do que como uma investigação jornalística independente.
A produção, intitulada 'Dark horse' — expressão que remete a um candidato outsider —, busca humanizar a figura de Bolsonaro ao mostrar seu cotidiano e bastidores da presidência. No entanto, a ausência de contrapontos e a falta de fontes independentes levantam dúvidas sobre a isenção do material. O debate reacende a discussão sobre o papel da biografia política na formação da opinião pública, especialmente em um país polarizado como o Brasil.