O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira que não aceita discutir “compensações” no âmbito da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A declaração foi feita durante entrevista ao InfoMoney , na qual o ministro classificou como “inaceitável” qualquer tentativa de flexibilizar a jornada como contrapartida à extinção do modelo atualmente em vigor.

A proposta, que tramita no Congresso Nacional, tem gerado intenso debate entre trabalhadores, empresários e parlamentares. Marinho defendeu que a redução da jornada não pode ser condicionada a perdas de direitos ou a mecanismos de compensação que, na prática, anulem o benefício aos empregados. O ministro também destacou que o governo federal está aberto ao diálogo, mas não cederá a pressões que descaracterizem o objetivo central da medida.

A declaração de Marinho ocorre em meio a articulações no Legislativo para acelerar a votação do projeto. Entidades patronais alertam para possíveis impactos na produtividade e nos custos operacionais, enquanto sindicatos celebram a posição firme do ministro. O debate deve se intensificar nas próximas semanas, com audiências públicas e negociações entre as partes.