De acordo com a SuperHiper , os códigos 2D — como QR Codes e Data Matrix — estão dando seus primeiros passos na cadeia de abastecimento do varejo brasileiro. A tecnologia, já consolidada em mercados como Europa e Estados Unidos, começa a ser testada por redes supermercadistas e indústrias como alternativa aos códigos de barras lineares tradicionais.
A principal vantagem dos códigos 2D é a capacidade de armazenar muito mais informações que o padrão EAN/UPC, como lote, data de validade e dados do fabricante. Isso permite maior rastreabilidade em toda a cadeia, desde a produção até o checkout, além de facilitar ações de recall e combate a falsificações. No Brasil, a transição ainda é lenta, mas já há iniciativas piloto em parceria com associações do setor.
A mudança para códigos 2D exige investimento em novos scanners nos pontos de venda e adaptação nos sistemas de gestão. No entanto, a expectativa é que, com a padronização global liderada pela GS1, o Brasil siga o movimento internacional. Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que a digitalização da cadeia de suprimentos é inevitável e que os códigos 2D serão peça-chave nesse processo.