Relatório do InfoMoney divulgado nesta segunda-feira destaca que o real brasileiro é uma das moedas emergentes com melhor performance recente, mas alerta que a trajetória continua atrelada à política monetária dos Estados Unidos. O banco Goldman Sachs afirma que o real se beneficiou de juros elevados e do arcabouço fiscal, porém a sensibilidade ao Federal Reserve (Fed) permanece alta.
Segundo o banco, o real apresenta um dos maiores diferenciais de juros entre os emergentes, o que atrai fluxo de capital especulativo. No entanto, a moeda ainda é vulnerável a choques externos, especialmente se o Fed sinalizar manutenção de taxas elevadas. O relatório ressalta que a evolução do cenário fiscal doméstico e a aprovação de reformas são cruciais para sustentar a valorização.
O Goldman Sachs projeta que, caso o Fed inicie cortes de juros ainda neste semestre, o real pode se valorizar ainda mais. Contudo, em um cenário de aperto prolongado, a pressão cambial pode retornar. O banco recomenda cautela, mas mantém visão construtiva para a moeda brasileira no médio prazo.