O Web Summit Vancouver trouxe um tema central que dominou palestras e painéis: a IA agêntica, capaz de tomar decisões e executar tarefas de forma independente. No setor financeiro, essa tecnologia já é realidade, com agentes de IA realizando compras, transferências e reconciliações de maneira autônoma. No entanto, ainda não há clareza sobre a responsabilidade em casos de erro ou manipulação, recaindo hoje sobre consumidores e comerciantes, segundo relato do Canaltech .
Enquanto o setor debate regras, os fraudadores já utilizam as mesmas ferramentas de IA para avançar em golpes. Casos de executivos que transferem milhões para impostores em reuniões de vídeo falsas, com deepfakes, deixaram de ser exceção. O alerta é de que a corrida entre inovação e crime cibernético não tem linha de chegada, e o ativo mais valioso dos próximos anos será a confiança.
Paralelamente, a infraestrutura de pagamentos global está sendo refeita, beneficiando transações como as entre Brasil e Canadá, que antes dependiam de intermediários caros e lentos. O Brasil aparece no radar do evento como mercado relevante para essas transformações, tanto no uso de IA quanto na modernização dos meios de pagamento.