De acordo com o InfoMoney , o atual surto de Ebola, embora preocupante, apresenta baixo risco de se tornar uma pandemia devido à forma de transmissão do vírus. Diferentemente de patógenos respiratórios, o Ebola exige contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas ou superfícies contaminadas, o que limita sua propagação em larga escala.

Outro fator crucial é a alta taxa de letalidade do vírus, que leva à rápida identificação e isolamento de casos. Experiências anteriores, como a epidemia de 2014-2016 na África Ocidental, mostraram que medidas de contenção, como rastreamento de contatos e quarentenas, são eficazes quando implementadas rapidamente.

Além disso, a comunidade internacional já dispõe de vacinas e tratamentos experimentais que, embora não sejam amplamente distribuídos, podem ser mobilizados em áreas de surto. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e governos locais intensificaram a vigilância e a logística de resposta, reduzindo as chances de o Ebola se espalhar para outros continentes.