A fusão entre a Tok&Stok e a Mobly, anunciada em 2023 como uma tentativa de reestruturação, não foi suficiente para evitar a crise do Grupo Toky. De acordo com reportagem da Exame , o conglomerado acumula uma dívida de R$ 1,12 bilhão e protocolou na Justiça o segundo pedido de recuperação judicial em menos de dois anos.

A união das duas marcas de móveis e decoração buscava sinergias operacionais e redução de custos, mas o endividamento elevado e a queda nas vendas agravaram a situação financeira. O grupo, que já havia entrado com recuperação judicial em 2023, agora enfrenta um novo pedido, indicando que as medidas anteriores não surtiram o efeito esperado.

Especialistas apontam que o cenário macroeconômico adverso, com juros altos e restrição de crédito ao consumo, dificultou a recuperação das varejistas. A nova recuperação judicial do Grupo Toky levanta dúvidas sobre a viabilidade do modelo de negócios e o futuro das duas redes, que juntas operam dezenas de lojas no Brasil.