A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, votou contra a mudança na Lei da Ficha Limpa que reduziria o prazo de inelegibilidade de oito para quatro anos. O voto foi dado durante julgamento no plenário da Corte, conforme reportado pelo InfoMoney . A proposta em discussão alteraria o período pelo qual políticos condenados ficam impedidos de concorrer a cargos eletivos.
Em seu voto, Cármen Lúcia argumentou que a redução do prazo enfraqueceria os mecanismos de combate à corrupção e à improbidade administrativa. A ministra destacou que a Ficha Limpa foi criada justamente para ampliar a transparência e a moralidade no processo eleitoral, e que qualquer alteração deve ser feita com cautela para não retroceder em conquistas importantes.
O julgamento continua com os votos dos demais ministros do STF, que decidirão sobre a constitucionalidade da proposta. A decisão final terá impacto direto na elegibilidade de diversas figuras políticas, especialmente aquelas condenadas por crimes eleitorais e de improbidade. A expectativa é que o placar seja apertado, com possibilidade de pedido de vista ou novo adiamento.