O Google recorreu formalmente da decisão judicial que, em 2024, declarou a empresa culpada por práticas monopolistas no mercado de buscas online nos Estados Unidos. O recurso foi protocolado nesta semana e marca a mais recente etapa de um dos maiores casos antitruste da história da tecnologia. A informação foi divulgada pelo Olhar Digital , que acompanha o desenrolar do processo.

A sentença original, proferida pelo juiz Amit Mehta, concluiu que o Google violou leis antitruste ao manter acordos exclusivos com fabricantes de smartphones e navegadores para ser o mecanismo de busca padrão. A empresa argumenta que suas práticas são competitivas e que os consumidores têm ampla liberdade de escolha, apontando erros na análise do mercado relevante.

Caso o recurso seja negado, o Google poderá enfrentar medidas corretivas severas, incluindo a possibilidade de dissociação de seu negócio de buscas de outras divisões, como Android e Chrome. O caso tem implicações globais e pode influenciar investigações antitruste em andamento na União Europeia e no Brasil.