Há exatos 50 anos, no dia 26 de junho de 1974, o supermercado Marsh, em Troy, Ohio (EUA), registrou a primeira compra de um produto com código de barras. O item escolhido foi um pacote de chicletes Wrigley's Juicy Fruit, cujo código UPC foi escaneado por um leitor desenvolvido pela NCR. O evento, narrado pelo Opera Mundi , é considerado o marco zero da automação comercial no mundo.

O código de barras linear (UPC) era resultado de uma década de pesquisa coordenada pela indústria de alimentos dos EUA, com participação da IBM, que criou o padrão. O leitor da NCR custava US$ 4 mil à época e a caixa registradora da compra histórica, um modelo NCR 255, realizou a leitura a laser do código impresso pela gravadora Monarch Marking. O sucesso da transação levou à adoção em massa do sistema nos anos seguintes.

O impacto foi revolucionário: os códigos de barras aceleraram o checkout, reduziram erros de precificação e permitiram o gerenciamento eletrônico de estoques em toda a cadeia de suprimentos. No Brasil, a implementação começou na década de 1980 e hoje mais de 5 bilhões de códigos são escaneados diariamente no mundo. A tecnologia evoluiu para QR Codes e padrões como o GS1 Digital Link, mas o princípio continua o mesmo daquele primeiro pacote de chicletes.