Reportagem da CNN Brasil mostra que, mesmo cercadas por controvérsias, as máquinas de autoatendimento se tornaram um equipamento comum em redes de supermercados, farmácias e lojas de conveniência no Brasil. A tecnologia, que permite ao próprio cliente escanear e pagar pelos produtos, avança apesar de queixas frequentes sobre falhas técnicas, filas e a percepção de que reduz postos de trabalho.

Entre os principais pontos de contestação estão o aumento de perdas por erros ou fraudes — conhecidas como 'quebras' — e o desconforto de consumidores que preferem o atendimento humano. Varejistas, por outro lado, destacam a economia com folha de pagamento e a agilidade no fluxo de clientes, especialmente em horários de pico. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) não possui dados consolidados sobre o número de equipamentos, mas relata crescimento expressivo na última década.

Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que a tendência é de ampliação, com novas funcionalidades como pagamento por aproximação e reconhecimento de itens por inteligência artificial. A regulamentação do setor ainda é considerada incipiente, e debates sobre privacidade e segurança de dados ganham força à medida que os terminais se tornam mais conectados. O modelo, segundo analistas, veio para ficar, mas exigirá adaptações tanto dos consumidores quanto das empresas.