Em meio à escalada dos preços dos combustíveis fósseis impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, indústrias de alto consumo energético, como mineração, celulose e petróleo e gás, estão apostando em tecnologias como inteligência artificial (IA) e gêmeos digitais para otimizar o uso de energia. Conforme reportagem do Exame , essas ferramentas permitem simular processos e identificar gargalos, reduzindo desperdícios e custos operacionais.
Os gêmeos digitais criam réplicas virtuais de ativos físicos, enquanto a IA analisa dados em tempo real para prever falhas e ajustar parâmetros de operação. Na prática, uma mineradora pode, por exemplo, simular o consumo de energia de seus equipamentos antes de implementar mudanças no mundo real, evitando paradas não planejadas e prolongando a vida útil dos ativos.
Especialistas ouvidos pela publicação destacam que a adoção dessas tecnologias não apenas mitiga o impacto da alta dos combustíveis, mas também posiciona as empresas para cumprir metas de sustentabilidade. A tendência é que a digitalização se acelere no setor industrial brasileiro, impulsionada pela necessidade de competitividade em um cenário de volatilidade energética.