O Brasil já cobre 80% da população com redes 5G, superando as metas da Anatel, mas a experiência real dos usuários está longe do prometido. Segundo reportagem da Exame , a velocidade média do 5G puro (standalone) é inferior à do 5G híbrido (non-standalone), e os smartphones permanecem conectados ao 4G na maior parte do tempo.

A diferença está na arquitetura: o 5G standalone opera com núcleo de rede próprio, enquanto o híbrido depende da infraestrutura do 4G. No Brasil, a maioria das operadoras optou pelo modelo híbrido para acelerar a implantação, mas isso limita ganhos de latência e velocidade. Mesmo onde o standalone está disponível, a cobertura é restrita e a performance fica aquém do esperado.

Especialistas apontam que o atraso na liberação de faixas de espectro e o alto custo dos equipamentos dificultam a evolução para o 5G verdadeiro. Enquanto isso, o Brasil continua na liderança da América Latina em cobertura 5G, mas sem entregar a experiência de alta velocidade que a tecnologia pode proporcionar.