A temporada de balanços do segundo trimestre de 2024 mostrou contrastes marcantes entre Estados Unidos e Brasil. Enquanto Wall Street registrou surpresas positivas, impulsionadas por inteligência artificial e setor de tecnologia, o mercado brasileiro apresentou resultados mornos, segundo análise da Exame .
Nos EUA, os lucros das empresas superaram as expectativas dos analistas em grande parte graças ao boom da inteligência artificial, que elevou receitas de gigantes de tecnologia e nuvem. O otimismo com cortes de juros pelo Federal Reserve também ajudou a sustentar o desempenho corporativo, gerando um ambiente mais favorável para investimentos e consumo.
Já no Brasil, a combinação de juros altos, pressão inflacionária e menor demanda por commodities pesou sobre os resultados. Setores como varejo e indústria sentiram o aperto financeiro das famílias e empresas, limitando o crescimento dos lucros. A diferença reflete, portanto, os distintos ciclos econômicos e estruturas produtivas entre as duas maiores economias das Américas.