O pesquisador Georges Sauvet publicou um estudo no qual aponta uma possível falha na técnica de datação por urânio-tório, amplamente usada para estimar a idade de arte rupestre pré-histórica. Segundo ele, o método pode estar superestimando a antiguidade de pinturas em cavernas como as de Altamira e Lascaux, o que teria implicações profundas para a compreensão da evolução cultural humana. A pesquisa foi divulgada pelo Olhar Digital .

Sauvet argumenta que a técnica, que mede a taxa de decaimento radioativo do urânio em depósitos de carbonato sobre as pinturas, pode ser influenciada pela contaminação por urânio externo, levando a idades mais antigas do que as reais. O cientista sugere que muitos sítios arqueológicos considerados datados de 40 mil anos ou mais podem, na verdade, ser significativamente mais recentes. A crítica reacende o debate sobre a precisão das datações absolutas em arqueologia.

Caso a hipótese de Sauvet seja confirmada, a cronologia da arte rupestre precisaria ser revista, alterando teorias sobre a migração humana e o desenvolvimento de simbolismos complexos. Especialistas pedem cautela e a realização de mais testes em diferentes cavernas para validar a crítica. O estudo foi recebido com interesse pela comunidade científica, mas ainda aguarda replicação independente.