As novas regras do Código Identificador de Operações de Transporte (CIOT) entraram em vigor nesta semana, instituídas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A medida atualiza o sistema de registro de fretes rodoviários, ampliando a fiscalização e exigindo maior transparência nas operações de carga. A nova regulamentação impacta diretamente transportadoras, embarcadores e motoristas autônomos, que agora precisam adequar seus processos ao formato digital obrigatório do CIOT.

Entre as principais mudanças, está a obrigatoriedade de emissão do CIOT antes do início da viagem, com dados detalhados sobre o frete, veículo e condutor. A ANTT também passará a cruzar informações com sistemas da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal, aumentando o controle sobre o cumprimento das normas trabalhistas e fiscais. A expectativa é que a digitalização reduza fraudes e irregularidades no setor, que movimenta bilhões de reais anualmente.

Especialistas apontam que a adaptação às novas regras pode gerar custos iniciais para as empresas, especialmente as de menor porte. No entanto, a médio prazo, a padronização tende a trazer benefícios como maior segurança jurídica e eficiência operacional. O setor de transporte rodoviário de cargas representa cerca de 60% da matriz logística brasileira, e a modernização do CIOT é vista como um passo importante para a formalização do segmento.