O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Durigan, afirmou que a guerra em curso exerce pressão sobre os preços globais dos combustíveis, mas avaliou que o Brasil sofrerá um impacto menor do que outras economias. Em entrevista ao InfoMoney , Durigan destacou que a condição de país produtor de petróleo e a diversificação da matriz energética brasileira atuam como amortecedores frente à volatilidade internacional.
O secretário reconheceu que o conflito eleva os custos de logística e matérias-primas, mas argumentou que a Petrobras e o mercado interno de biocombustíveis ajudam a reduzir a transmissão de preços para o consumidor brasileiro. Ele também mencionou que o governo monitora a situação e está preparado para adotar medidas, se necessário, para evitar desabastecimento ou alta excessiva.
Durigan evitou fazer projeções específicas sobre o preço da gasolina ou do diesel nos próximos meses, mas reiterou que a exposição do Brasil é menor do que a de países europeus. A declaração ocorre em meio a temores de que a escalada do conflito possa reacender a inflação de alimentos e energia no país.