Reportagem do Mercado&Consumo aponta que o Pix parcelado, lançado para ampliar o acesso ao crédito, está transferindo custos operacionais aos varejistas. Diferente do cartão de crédito, em que as taxas são compartilhadas, no parcelamento via Pix os lojistas arcam com o custo do crédito concedido pelas instituições financeiras, reduzindo suas margens.

Segundo especialistas ouvidos, a taxa média cobrada pelos bancos para essa modalidade varia entre 1,5% e 3% ao mês, o que pode comprometer a rentabilidade de pequenos e médios comerciantes. Muitos varejistas afirmam que, para não repassar o aumento ao consumidor, estão absorvendo o custo, o que inviabiliza a operação em um cenário de juros altos.

Entidades do setor já discutem alternativas, como a regulamentação das taxas ou a criação de um modelo híbrido com cartão de crédito. A reportagem destaca que, sem medidas corretivas, o Pix parcelado pode se tornar um novo ônus para o varejo brasileiro, que já enfrenta margens apertadas e alta inadimplência.