As vendas do varejo brasileiro cresceram 0,6% em fevereiro na comparação com janeiro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da expectativa média dos analistas, que projetavam alta de 1,1%. O número indica uma desaceleração no ritmo de consumo das famílias, que vinha mostrando sinais de recuperação.
O desempenho abaixo do esperado reflete o impacto da inflação ainda elevada e das taxas de juros altas sobre o poder de compra dos consumidores. Setores como supermercados e vestuário tiveram crescimento modesto, enquanto bens duráveis, como eletrodomésticos, apresentaram queda nas vendas. Apesar do resultado fraco, o varejo acumula alta de 1,8% no primeiro bimestre do ano.
Para os próximos meses, analistas projetam um cenário de crescimento moderado, condicionado à evolução da política monetária e ao mercado de trabalho. A manutenção da Selic em patamar elevado pode continuar limitando o consumo, mas a expectativa de cortes futuros pode trazer alívio ao setor. O IBGE também revisou os dados de janeiro, que passaram de queda de 0,3% para estabilidade.