O desperdício de alimentos no Brasil, que atinge cerca de 30% de tudo o que é produzido, tornou-se uma ameaça direta às margens do varejo, segundo reportagem do Valor Econômico . As perdas ocorrem desde a colheita até a gôndola, com destaque para frutas, legumes e verduras, que respondem pela maior parcela do descarte.

Para os supermercados, o impacto financeiro é duplo: além de arcar com o custo da mercadoria que não foi vendida, há despesas extras com logística reversa, descarte e mão de obra. Especialistas ouvidos pelo jornal estimam que a ineficiência logística e a falta de padronização na cadeia de frio são os principais gargalos, especialmente em regiões com infraestrutura precária.

A adoção de tecnologias como rastreamento por código de barras e QR codes, aliada a parcerias com bancos de alimentos e doações, tem sido apontada como caminho para reduzir as perdas. Entretanto, a implementação ainda é incipiente, e o setor pressiona por incentivos fiscais que tornem a destinação de excedentes mais atrativa economicamente.