Um estudo inédito da consultoria McKinsey, divulgado pelo InfoMoney , analisou 200 processos de sucessão em empresas familiares ao redor do mundo e concluiu que o maior entrave não está nos herdeiros, mas sim no comportamento do CEO que está saindo. A pesquisa aponta que a dificuldade de desapego e a falta de planejamento dos líderes em transição são os fatores que mais comprometem a continuidade dos negócios.
Segundo o levantamento, em mais da metade dos casos, o sucessor enfrentou resistência ou interferência direta do antecessor, mesmo após a passagem oficial do comando. A McKinsey identificou que a ausência de um plano estruturado para a saída do fundador ou do CEO atual é um dos principais motivos para o fracasso das transições, gerando conflitos e perda de desempenho nos primeiros anos de gestão do herdeiro.
O estudo sugere que as empresas familiares devem investir em programas de preparação tanto para o sucessor quanto para o sucedido, incluindo mentoring e definição clara de papéis após a mudança. A pesquisa também destaca que, quando o CEO que sai se engaja ativamente em um processo de transição bem planejado, as chances de sucesso aumentam significativamente, beneficiando a longevidade e a saúde financeira do negócio.