A Ferrari apresentou seu primeiro veículo totalmente elétrico, o modelo Luce, em um evento que marcou uma ruptura histórica na trajetória da montadora italiana. O anúncio, amplamente repercutido pelo Exame , ocorre em meio à crescente pressão do setor automotivo por eletrificação. No entanto, a reação do mercado não foi positiva: as ações da empresa registraram queda no pregão seguinte ao lançamento.
O design do Luce, que busca conciliar o legado esportivo da marca com a nova linguagem visual exigida pelos elétricos, recebeu críticas de analistas e entusiastas. As linhas aerodinâmicas e a ausência do tradicional motor V8 foram apontadas como quebra de identidade visual. A montadora defende que as mudanças são necessárias para se adaptar às exigências de eficiência energética e às novas plataformas de baterias.
Apesar do tropeço na bolsa, a Ferrari mantém a estratégia de ampliar sua participação no segmento de veículos elétricos de luxo, apostando na exclusividade e no alto desempenho elétrico para atrair clientes. O modelo Luce deve chegar às concessionárias no próximo ano, com preço estimado acima de 500 mil euros. A empresa espera que 40% de suas vendas globais sejam de elétricos até 2030.