Pesquisadores acadêmicos sugerem que a tecnologia blockchain pode ser utilizada para evitar a adulteração de provas digitais em processos criminais. A constatação foi divulgada em estudo recente, reportado pelo Exame . Segundo os autores, a imutabilidade e o registro descentralizado oferecidos pela blockchain garantem que evidências eletrônicas, como mensagens e arquivos, mantenham sua integridade desde a coleta até a apresentação judicial.

O estudo, realizado por instituições brasileiras, destaca que a cadeia de custódia digital é um dos principais desafios na era da informação. Com o uso de hashes criptográficos registrados em uma rede blockchain, qualquer tentativa de modificação de uma prova seria imediatamente detectada. A tecnologia, originalmente criada para sustentar o Bitcoin, mostra-se promissora em aplicações forenses.

Embora a pesquisa aponte benefícios significativos, os cientistas alertam que a adoção em larga escala ainda enfrenta barreiras, como a necessidade de infraestrutura adequada e treinamento de profissionais. A expectativa é que o trabalho contribua para debates sobre a regulamentação do uso de blockchain no sistema judiciário brasileiro.