O Brasil alcançou pela primeira vez o grupo de países com 'muito alto desenvolvimento humano', segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgados pelo InfoMoney . O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país subiu para 0,760 em 2024, ultrapassando a barreira dos 0,750 que separa as categorias 'alto' e 'muito alto'. O avanço reflete melhorias em renda, educação e expectativa de vida, mas especialistas alertam que a média nacional esconde desigualdades históricas.

Apesar da conquista, o Brasil continua marcado por disparidades regionais e sociais. Enquanto estados do Sul e Sudeste registram IDH comparável a países europeus, regiões do Norte e Nordeste permanecem no grupo de 'médio' ou 'alto' desenvolvimento, com indicadores de educação e saúde muito inferiores. A diferença entre o IDH dos 20% mais ricos e dos 20% mais pobres também se manteve elevada, evidenciando a concentração de renda e oportunidades.

Para sustentar a trajetória de crescimento do IDH, analistas apontam a necessidade de políticas públicas focadas em reduzir as desigualdades, com investimentos em educação de qualidade, saúde básica e infraestrutura nas regiões menos desenvolvidas. Apenas com um desenvolvimento mais equilibrado o país poderá consolidar sua posição entre as nações de muito alto desenvolvimento humano de forma inclusiva.