Uma reportagem de Exame aborda o destino dos dados pessoais após a morte, conceito conhecido como herança digital. Segundo especialistas, informações de pessoas falecidas podem permanecer ativas por anos em servidores, expondo familiares a riscos como roubo de identidade, golpes financeiros e acesso indevido a criptoativos.
A matéria destaca que contas de e-mail, redes sociais e serviços de armazenamento em nuvem frequentemente não possuem mecanismos claros de transferência pós-morte. No caso de criptomoedas, a perda de chaves privadas pode significar perda definitiva dos ativos. Já a inteligência artificial generativa levanta preocupações éticas sobre a replicação de personalidades digitais de falecidos.
Especialistas recomendam que os usuários planejem a herança digital ainda em vida, definindo testamentos digitais, instruções em gerenciadores de senhas e configurando contatos de herança em plataformas como Google e Facebook. A falta de regulação específica no Brasil torna o tema ainda mais relevante para quem deseja proteger dados e bens digitais.