Um novo estudo, publicado pelo Olhar Digital , revela que a Grande Pirâmide de Gizé deve sua resistência a terremotos a uma combinação de fatores estruturais e geológicos. A pesquisa indica que a ausência de ressonância entre a pirâmide e o solo, juntamente com uma base de calcário sólido, impede que as ondas sísmicas causem danos significativos à estrutura milenar.
Diferentemente de edifícios modernos, que podem vibrar em sintonia com o solo durante um terremoto, a pirâmide foi projetada de forma a dispersar a energia sísmica. O formato e a orientação dos blocos de pedra, aliados à fundação sobre um planalto rochoso, evitam que as ondas se concentrem e provoquem colapsos. Os cientistas usaram simulações computacionais para confirmar que a estrutura praticamente não sofre deslocamento durante abalos.
O estudo, que analisou dados sísmicos históricos e modelos 3D, sugere que os antigos egípcios já possuíam conhecimentos avançados de engenharia sísmica. A descoberta pode inspirar novas técnicas de construção antissísmica em regiões propensas a terremotos, ressaltando a importância de se aprender com monumentos antigos que resistiram ao teste do tempo.