A velejadora brasileira Tamara Klink, que completou uma travessia histórica de oito meses no Polo Norte, concedeu entrevista ao Exame para alertar sobre o rápido derretimento do gelo ártico e suas consequências para o clima global. Durante sua expedição, ela testemunhou em primeira mão a redução da camada de gelo e as mudanças na paisagem, fenômenos que atribui diretamente ao aquecimento global causado pela ação humana.

Klink destacou que o Ártico funciona como um termômetro do planeta: o gelo reflete a luz solar, mas seu derretimento expõe o oceano escuro, que absorve mais calor e acelera o aquecimento. Ela descreveu a sensação de navegar por áreas que antes eram cobertas por gelo permanente e agora são mar aberto, um sinal claro de que o ritmo das mudanças está além do previsto por modelos climáticos.

A velejadora enfatizou que a situação exige ação urgente: redução de emissões de carbono e proteção dos ecossistemas polares. Sua jornada solitária, que combinou aventura e ciência, mostra que as transformações no Ártico não são um problema distante — elas afetam o clima de todo o planeta, incluindo o Brasil, com impactos em eventos extremos e na elevação do nível do mar.