A organização da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo reagiu com firmeza ao projeto de lei que pretende proibir a presença de menores de idade no evento. Em comunicado, os organizadores classificaram a proposta como inconstitucional e afirmaram que o ato na Avenida Paulista será mantido, independentemente da redução de patrocínios e do aumento da pressão política. A 29ª edição da parada está prevista para ocorrer neste ano.

O texto em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo gerou polêmica ao sugerir restrições à participação de crianças e adolescentes, o que foi interpretado por ativistas como uma tentativa de censura e discriminação. A organização do evento destacou que a parada é um espaço de acolhimento e luta por direitos, e que a presença de famílias é uma demonstração de apoio à diversidade.

A reação ocorre em meio a um cenário de crescente conservadorismo, mas os organizadores garantem que a parada não será intimidada. "Vai ter criança, sim", declararam, reforçando o caráter inclusivo do evento. A mobilização já conta com o apoio de diversas entidades de direitos humanos, que prometem acompanhar a tramitação do projeto.