A Universidade de São Paulo (USP) e o Ministério do Meio Ambiente divulgaram o maior mapeamento nacional de educação climática já realizado no Brasil. Conduzido ao longo de dois anos, o levantamento identificou 203 organizações atuantes no tema e capacitou 14,5 mil educadores em todo o país, conforme reportagem do Exame .

O estudo revela uma lacuna histórica no ensino brasileiro: a ausência de uma abordagem sistêmica sobre mudanças climáticas nas escolas. Apesar do crescimento de iniciativas isoladas, falta integração curricular e formação continuada dos professores, o que dificulta a disseminação do conhecimento sobre sustentabilidade e emergência climática entre os jovens.

Com os dados do mapeamento, a expectativa é subsidiar políticas públicas e ampliar o alcance da educação climática no país. A parceria entre USP e ministério sinaliza um esforço conjunto para transformar o diagnóstico em ação, especialmente em um momento em que eventos extremos e debates ambientais ganham relevância nacional.