As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram a sessão desta quarta-feira em leve alta, repercutindo a divulgação do IPCA-15 de abril e o acompanhamento dos mercados internacionais. O movimento foi difuso ao longo da curva, com os vencimentos de curto prazo registrando pequenos ganhos, enquanto os prazos mais longos apresentaram oscilações modestas. O mercado monitorou de perto os dados de inflação doméstica e os sinais vindos do exterior, especialmente dos juros nos Estados Unidos.

De acordo com informações apuradas pelo InfoMoney, o IPCA-15 subiu 0,55% em abril, dentro das expectativas do mercado, mas ainda acima da meta de inflação. Esse dado reforçou a percepção de que o Banco Central pode manter a taxa Selic em níveis restritivos por mais tempo. No cenário externo, os yields dos títulos do Tesouro americano avançaram, pressionando os ativos de risco e gerando ajustes nas taxas domésticas.

Apesar das altas, o movimento foi contido, com os investidores cautelosos antes de definições importantes, como a decisão de juros do Federal Reserve na próxima semana. No fechamento, o DI para janeiro de 2026 subiu de 13,04% para 13,07%, enquanto o DI para janeiro de 2031 passou de 12,37% para 12,39%. O mercado segue atento aos próximos indicadores econômicos e às comunicações das autoridades monetárias.