A Huawei apresentou nesta segunda-feira (25) a Lei Tau, um princípio que propõe uma nova direção para o desenvolvimento de chips, abandonando o modelo tradicional de encolhimento de transistores. Em vez disso, a abordagem foca em reduzir o tempo que sinais e dados levam para percorrer entre os componentes, visando extrair mais desempenho sem depender de processos de fabricação mais avançados.
A Lei de Moore, que guiou a indústria de semicondutores por décadas ao afirmar que o poder de processamento dobra periodicamente com a redução dos transistores, enfrenta limites físicos. Os ganhos de desempenho e retornos econômicos diminuem à medida que os componentes se tornam tão pequenos que os avanços tradicionais se tornam inviáveis. A Lei Tau surge como alternativa, priorizando a diminuição da latência entre partes do chip e sistemas de computação.
Com a nova estratégia, a Huawei afirma que seus chips atingirão uma densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetro (nm) até 2031. Para efeito de comparação, os processos atuais mais avançados — como os da TSMC e Samsung — já operam em 3 nm. A Lei Tau representa uma tentativa de contornar as limitações físicas da miniaturização e manter o progresso tecnológico em semicondutores.